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quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

Morsas Manuais

Morsa manual e um grampo p/ fixação em bancada
As morsas manuais empregam-se para prender peças de pequenas dimensões, para furar, etc. Esta morsas são assim chamadas porque as peças fixadas por elas são sustentadas com as mãos, isto é, com uma das mãos o operador as sustenta, enquanto que com a outra faz o trabalho necessário.

Essas morsas são de diferentes classes, segundo o tipo de trabalho e dimensões das peças que são fixados.

As morsas manuais são fabricadas com cumprimento de 105 à 125mm, suas mandíbulas são da largura de 40 à 44mm.

Removendo a haste e substituindo-a pelo grampo poderá ser presa à bancada, prateleiras, etc.

Para assegurar as condições de trabalho normais nas morsas, devem estas se manter sempre em bom estado, seguindo sempre as regras abaixo:
  1. Antes de começar o trabalho , examinar a morsa, prestando especial atenção à sua forte fixação à bancada.
  2. Não efetuar nas morsas trabalhos pesados, como: curvado, dobrado, aplainado, com martelos pesados, porque isto as inutiliza.
  3. Ao apertar peças nas morsas não dar golpes no manípulo, porque isto inutiliza a rosca quadrada do parafuso de avanço e da porca.
  4. Ao terminar o trabalho, limpar as morsas das limalhas e das sujeiras com uma escova de pelo e engraxar com óleo as uniões das roscas.
  5. Depois de terminado o trabalho não juntar compactamente as mandíbulas da morsa, porque isto origina uma tensão desnecessária nas uniões das roscas, sendo necessário deixar uma abertura de 4 à 5 mm, entre as mandíbulas.
  6. Para proteger as superfícies das peças é necessário em pregar mordentes protetores especiais de metais moles, revestindo as mandíbulas.
  7. Ao fixar nas morsas paralelas peças cilíndricas empregam-se mordentes especiais com ranhuras.
As morsas especiais para peças cilíndricas encontram ampla aplicação devido à sua comodidade e precisão de fixação. Essas morsas são empregadas para prender peças cilíndricas, curtas e com diâmetro de 80 à 160 mm.

Morsas paralelas

MORSAS GIRATÓRIAS

As morsas paralelas, segundo a sua construção, dividem-se em duas categorias: GIRATÓRIAS E NÃO GIRATÓRIAS. As morsas paralelas não tem os defeitos existentes nas morsas articuladas.

Nessas morsas as mandíbulas separam-se paralela uma à outra. As morsas giratórias são as mais comodas. Na parte inferior tem um disco fixo, que é preso à bancada. Sobre este disco a morsa pode girar em qualquer ângulo e fixar-se em qualquer posição, por isso que são chamadas GIRATÓRIAS.

Essas morsas compõem-se da placa base, a mandíbula fixa, as mandíbulas móvel, que tem uma guia prismatica que entra no furo de forma correspondente à mandíbula fixa.

Morsa giratória.

O deslocamento da mandíbula móvel faz-se girando o parafuso de avanço, que se rosqueia na porca fixa. Ao girar o parafuso com o manípulo, este se enrosca e desloca-se da mandíbula móvel até que toque a peça que é apertada.

A base está instalada na placa giratória, que vai unida a esta com um eixo. O parafuso entra na ranhura em forma de T.

Desparafusando o manípulo pode-se girar a morsa até a posição necessária. A fixação desta esfetua-se girando o parafuso ou o manípulo em direção contrária.

As morsas são fabricadas de ferro fundido. Para aumentar a sua vida de serviço, colocam-se nas sua mandíbulas placas de aço para ferramentas e temperadas, que chamamos de mordentes, em cuja há estrias cruzadas para assegurar uma fixação mais forte das peças. As morsas são fixadas às bancadas através dos furos da placa base.

As morsas paralelas giratórias fabricam-se com mandíbulas da largura de 80 à 140mm e com uma abertura máxima de 95 à 180mm.

MORSA DE BANCADA NÃO GIRATÓRIA

As Morsas paralelas não giratórias são fixadas diretamente a sua base, na mesa de bancada, com parafusos que passam através dos furos da base da mandíbula fixa. As morsas de bancada não giratórias compõem-se da base, mandíbula fixa, mandíbula móvel, que tem uma guia prismática, que entra no furo retangular da mandíbula fica, um parafuso de avanço de rosca quadrada e manípulo. O parafuso de avanço rosqueado na porca une-se à mandíbula móvel por meio de uma flange, que por sua vez é rosqueada na mandíbula fixa.

As morsas não giratórias são fabricadas com uma abertura máxima em sua mandíbulas de 45, 65, 95 e 180mm e uma largura das mandíbulas de 60, 80, 100 e 140 mm.

O tipo mais usado é o da figura. É assim chamada porque as faces internas das suas mandíbulas ficam sempre paralelas nos movimentos de abrir e fechar.

Os materiais mais empregados na construção de morsas são
  • FERRO FUNDIDO
  • AÇO FUNDIDO
  • AÇO FORJADO
As morsas construídas com aço forjado são as que suportam maiores esforços.

As vantagens das morsas paralelas são:
  • Assegurar uma forte fixação da peça, pois toda a superfície da mandíbula entra em contato com a peça.
  • Fornecer ao operador facilidade e comodidade para a fixação da peça. Existe, entretanto, um defeito essencial, que é a pouca solidez de suas mandíbulas.
Como conseqüência essas morsas não servem para serviços pesados.

Morsa de bancada não giratória (de base fixa).